Grupo Fleury

Quando a

inovação

encontra a

essência

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Entre sábado e segunda-feira passados tive pequenos episódios de pressão no peito e dor no braço. Não dei muita importância, porque essas dores passavam bastante rápido, tão logo eu me sentava um pouco. Há algumas semanas, eu tinha um check-up marcado no Fleury para terça-feira e então achei que se houvesse qualquer coisa errada, isso seria identificado naquela bateria de exames. Lá chegando eu comentei sobre o que havia sentido e fui muito bem atendido pela Dra. Susana, que tinha meu histórico do check-up anterior realizado em 2014 e me surpreendeu conversando comigo como se eu tivesse estado lá na semana passada. Combinamos que eu faria um eletrocardiograma de repouso e ela conversaria com o cardiologista, Dr. André. Qual a minha surpresa quando eles me disseram que havia uma alteração no eletro e que não só eu não faria o ergométrico mas, também, eu teria que ir ao hospital, de ambulância?

Na quarta-feira pela manhã realizei um cateterismo e foi encontrada uma obstrução de 99% em uma das principais artérias que irrigam meu coração. Coloquei dois stents e ontem vim para casa. De lá para cá, a Dra. Susana ainda entrou em contato comigo mais algumas vezes e o Dr. André também esteve no Einstein para verificar o que estava acontecendo comigo. Fui informado pelos médicos que me atenderam no Einstein que se eu tivesse esperado apenas mais alguns dias eu provavelmente não estaria vivo e teria tido um infarto fulminante. Se não fosse pela atuação destes dois profissionais, eu não estaria aqui hoje. Eu tenho apenas 39 anos de idade e dois filhos, um de 4 anos e uma de 4 meses. Sou cliente antigo de vocês. Todo o acompanhamento médico da saúde da minha família é realizado no Fleury e obviamente assim será pelas próximas décadas. Vocês fizeram, fazem e farão parte de minha vida e da minha família por muito tempo. Vocês salvaram minha vida!

 

 

O Grupo Fleury pode ser visto por duas óticas diferentes. Ambas estão expressas na emocionada mensagem, enviada por um cliente a diretores do Fleury em maio de 2017. Juntas, elas revelam com exatidão o perfil daquele que é um dos maiores e mais tradicionais grupos de medicina diagnóstica do Brasil. Pode-se olhar a empresa pela tradição de um atendimento generoso e acolhedor dos pacientes, refletido em um indicador reconhecido mundialmente, chamado Net Promoter Score (NPS). De acordo com essa metodologia, em uma escala de zero a 10, os clientes do Grupo dão nota quase máxima para a empresa - o que significa que nove em cada dez pacientes voltariam a fazer exames no Fleury ou o indicariam para pessoas de seu relacionamento. Também é possível avaliar o Fleury como um polo de geração de conhecimento científico, inquieto diante do avanço da medicina e em busca incessante por se manter na linha de frente da tecnologia em sua área de atuação. Nos últimos anos, esse movimento se acelerou. Em 2015, o Fleury implantou 66 novos produtos ou melhorias em metodologias e procedimentos. No ano seguinte, o número subiu para 80. Em 2017, atingiu 138.

Na prática, isso significa diagnósticos mais precisos, exames mais avançados e processos de atendimento rápidos e eficientes. Os médicos que trabalham com o Grupo são os primeiros a reconhecer essa excelência. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, 70% deles apontam o Fleury como o melhor centro de medicina diagnóstica do país – o segundo colocado recebeu apenas 9% das indicações.

Combinar a qualidade no atendimento e o rigor médico é, mais do que uma aspiração, um princípio que remonta ao início da história do Grupo. Em 1926, o jovem médico Gastão Fleury da Silveira, comprou um pequeno laboratório de análises clínicas em São Paulo. Anos depois, uniu-se a um colega de profissão, Walter Leser, numa sociedade em que os perfis se complementavam. Extrovertido e amante de uma boa conversa, Fleury era um craque nas relações públicas e recebia pacientes e médicos com atenção e cuidados inéditos na época. Leser tinha tino administrativo e era um estrategista. Ambos compartilhavam a crença de que os constantes investimentos em tecnologia e inovação, aliados a um tratamento impecável aos clientes, seriam os propulsores para a expansão do negócio. Essa visão se tornou o embrião de uma sociedade com características peculiares, formada apenas por médicos, que conduziu a empresa a uma trajetória de ascensão ininterrupta nas décadas seguintes.

As conquistas do passado não garantem o sucesso no futuro, mas servem como orientação sobre os caminhos a seguir, funcionando como uma espécie de GPS. Trata-se de um instrumento particularmente importante no cenário atual da medicina diagnóstica. Com intensidade e velocidade inéditas, surgem novos campos de conhecimento, como a genômica, abrindo espaços para a chamada medicina de precisão. Nela, os diagnósticos são cada vez mais exatos e, por consequência, os tratamentos se tornam mais eficazes e menos arriscados para os pacientes. Os profissionais de saúde passam a se relacionar com clientes cujo nível de informação se situa vários degraus acima do demonstrado pelas gerações anteriores, graças à multiplicação exponencial de informações disponíveis na internet. Mais exigentes, esses clientes demandam um atendimento personalizado, desde o agendamento de exames até o recebimento dos laudos médicos com resultados.

 

Para reforçar ainda mais a complexidade do cenário, o setor de medicina diagnóstica mergulhou há cerca de 15 anos num processo de consolidação, com fusões e aquisições, que ainda parece distante do final. Só o Grupo Fleury incorporou 30 companhias desde 2002, transformando-se em uma máquina azeitada, conduzida por 9 mil funcionários, além de dois mil médicos prestadores de serviços.

 

Por ano, esse exército atende mais de 8,5 milhões de clientes e realiza cerca de 70 milhões de exames em 177 unidades espalhadas por sete estados brasileiros e o Distrito Federal, além de operar centros de diagnósticos para 23 hospitais de primeira linha. O bom funcionamento desse universo se traduz numa empresa saudável do ponto de vista financeiro. Em 2017, as receitas brutas das sete marcas operadas pelo Grupo somaram R$ 2,58 bilhões, um aumento de quase 40% em relação a 2013. O salto no lucro líquido foi ainda maior, alcançando R$ 320 milhões em 2017, contra R$ 61 milhões cinco anos antes. O valor de mercado triplicou nesse período, aproximando-se de R$ 9 bilhões.

Dois movimentos deram fôlego a essa fase de expansão acelerada. Um deles foi a regionalização com a aquisição de marcas fora do Estado de São Paulo, berço do Fleury. Hoje, o grupo está presente no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraná, em Pernambuco, na Bahia e no Distrito Federal. O alvo prioritário nessa política de incorporações contínuas são empresas com forte reputação em seus mercados de atuação e, de preferência, um tamanho que traga escala ao grupo – quando foi comprado em 2011, o Labs D’Or, por exemplo, apresentava um faturamento equivalente à metade das receitas brutas do Fleury.

O segundo movimento mirou a segmentação, com o lançamento ou incorporação de bandeiras que atendam públicos com perfil diferente do Fleury, como a marca a+, lançada em 2011. Primeira marca nacional de medicina diagnóstica voltada para o chamado mercado intermediário-premium, a bandeira a+ vem crescendo em média 30% ao ano. Essas bandeiras regionais devem ganhar ainda mais força nos próximos anos. Em 2017, o Grupo anunciou um ambicioso plano de expansão, que prevê a abertura de até 90 unidades em diversos estados brasileiros até 2021.

 

Graças a essa estratégia de diversificação e expansão, a marca Fleury hoje representa pouco menos da metade do faturamento total do Grupo (49,6%). As redes do Rio de Janeiro representam 16,3%, enquanto 17,9% vêm das demais bandeiras regionais. O restante da receita – 16,2% -, tem sua origem nas operações de centros diagnósticos em hospitais.

 

Ao mesmo tempo em que expandia sua atuação para novas regiões e outros públicos, o Fleury passou por uma sucessão de mudanças em sua composição acionária.

O Grupo foi controlado inteiramente pela sociedade de médicos que remontava à sua fundação até 2009. Naquele ano, dois eventos importantes alterariam o quadro. Em abril, a Bradesco Seguros adquiriu uma fatia de quase 20% do Grupo. Meses depois, em dezembro, o Fleury abriu seu capital na bolsa de valores de São Paulo em dezembro, quando 30% do capital da companhia foi vendido ao mercado.

Uma nova alteração societária significativa aconteceria em 2015, quando o Advent International, um dos principais fundos de private equity do mundo, adquiriu 13% de participação no Grupo – dois anos depois, o Advent venderia integralmente essa fatia na bolsa. Com a operação, o Fleury se tornou uma empresa de capital pulverizado, em que a maior parte das ações (no caso, 59,4%) se encontra dispersa no mercado. Mesmo com todas essas mudanças, a sociedade dos médicos nunca deixou de ter uma parcela significativa do Grupo. Hoje, ela mantém 24,3% do capital, enquanto o Bradesco Seguros possui 16,3% - os dois são os maiores acionistas individuais da companhia.

No final de 2018, a companhia anunciou mais uma aquisição: a SantéCorp, que presta serviços de gestão de saúde para empresas. Na prática, significa que o Grupo passa a atuar na chamada atenção primária da saúde, como a gestão de ambulatórios dentro de empresas e acompanhamento de pacientes (funcionários dessas companhias) que tenham doenças crônicas ou somem altos gastos de saúde.

Esse movimento teve alto impacto estratégico para o Grupo, representando a ampliação dos seus serviços na cadeia de saúde, incluindo as etapas preventiva e terapêutica. Com essa aquisição, o lançamento do Centro de Infusões e o anúncio da criação de seu Day Clinic para procedimentos de ortopedia, o Grupo avançou na construção de sua Plataforma de Negócios em Saúde. Essa iniciativa, além de oferecer soluções de excelência aos pacientes e médicos, contribui com a sustentabilidade do sistema, reduzindo os custos para empresas e operadoras.

 

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Nossa Essência é uma breve narrativa do Grupo Fleury, que busca mostrar uma compacta visão da nossa história.